Um furacão de Pernambuco sacudiu a capital paulista na última semana

Eu tenho tanta coisa pra escrever e tão pouco tempo e espaço para me expressar. A correria e as obrigações do cotidiano oprimem a gente de uma forma tão grande que é difícil se concentrar para escrever algo solto ou mesmo encontrar alguns minutos para pesquisar alguma coisa na Internet, fuçar arquivos antigos, relembrar bons momentos.
Por isso que a idéia desse blog é contar histórias, relembrar momentos, fazer reflexões sobre a vida e o tempo. Claro que tudo voltado à minha pessoa, pois, se nem eu me conheço direito para escrever as besteiras que produzo de vez enquando, imaginem se eu quisesse falar dos outros? Então, o que eu posso fazer, é contar minhas peripécias e dos que estão próximos a mim.
Falando nisso, na última semana um furacão de Recife esteve cá por estas bandas carrancudas e barulhentas. A minha amiga Ana Lira, editora do Rabisco, esteve em São Paulo para participar de um congresso sobre história da mídia e aproveitou para passear por aqui, visitar lugares, rever pessoas, como este que vos tecla.
Foram bem divertidos os dias que rodamos juntos. A moça gosta de cultura por demais e me deixa tonto com tanta exposição pra ver. Na sexta-feira, dia 25, tirei folga do trabalho para buscá-la no aeroporto e dar uma mão com as malas e essa coisa toda. Fomos de um lado ao outro até achar a Pousada dos Franceses, perto do av. Paulista, onde ela ficou por 10 dias, comemos sanduíche com frios na av. Brigadeiro Luís Antônio, e, no fim do dia, fomos até a Unicid, onde Ana e eu fomos convidados – pela nossa amiga Priscila Tieppo, colaboradora do Rabisco – a conhecer e conversar com um grupo de estudantes de Mídia Radical.
Bem, os estudantes não estavam lá em sua maioria, mas os que lá estiveram assistiram uma aula de Ana, que mostrou que em Recife sim as coisas acontecem, as pessoas buscam alternativas de comunicação e consomem e fazem cultura. Foi bem legal ver os contrapontos e sacar que a vontade acadêmica precisa ser superada pela prática ativa da rua e pelo pré-conceito de classe pra chegar a algum resultado positivo.
Depois fomos ao shopping Tatuapé, onde a Ana ia comprar umas roupas de frio, pois em Sampa tem feito um inverno filha da mãe. Enquanto ela escolhia, eu tomava cerveja no andar de cima. Fiquei bêbado de tanta cerva em copos gigantescos, até ela escolher apenas uma calça. Mole?
No sábado, dia 26, meu aniversário, fomos (eu, Ana e Priscila) a Pinacoteca do Estado ver umas exposições e no Museu da Língua Portuguesa ver a exposição temporária sobre Clarice Lispector. Fenomenal. Se bem que, em minha ressaca, eu só conseguia resmungar e mal olhar as coisas, enquanto atendia o celular de tempos em tempos, com “parabéns”. Nesse ínterim, um farto almoço num buteco da Luz que Ana adorou e eu não sei como ainda estou vivo, depois de ter experimentado a feijoada do lugar.
Caminhamos até a região do Anhangabaú para encontrar meu chapa e fotógrafo Black, conhecido também como Thiago, para tomar umas cervejas deliciosas no Marajá, ali na rua Martins Fontes, início da rua Augusta. Priscila foi embora depois de um tempo e a gente rumou para o shopping West Plaza, que Ana queria, enfim, comrpar sua blusa. Ela foi na C&A e a gente foi na praça de alimentação comprar um chopp de 2 litros para nos deliciarmos. O orkut prova o tamanho da bicha.
De lá eu me despedi de Ana e Thiago e me encontrei com Daniel e Elaine, amigos dos idos da faculdade e com a prima de Laine, Tati, já conhecida de nossos passeios culturais e baladísticos. Fomos a uma festa dum amigo da Elaine e, de lá, partimos pra FunHouse, onde dancei a noite inteira e tomei umas cervejas. Foda nesse lugar – além da bebida cara – é entrar no banheiro. Na madruga ou os casais se trancam para uns amassos e outras cositas más ou algum bebum se entope na privada e é preciso arrombar a porta para entrar. Mas curti pra caramba, conversamos muito, dançamos muito e nos divertimos demais. Cheguei quase 7h da manhã em casa.
Domingo também eu estava podre. Tinha encontro com o pessoal do Rabisco e eu só fui porque sou muito “Caxias”, como dizem. Mas ninguém foi e Ana e eu ficamos de bobos no metrô Trianon-Masp. Minha amiga pernambucana ia para um “filme de arte” e uma peça teatral de um amigo que encontrara por acaso na av. paulista, pela manhã. Ela queria que eu fosse, mas, meu estado lastimável fez com que ela disse: “vai pra casa, Ro”. E eu fui. Vi o resto do jogo do São Paulo contra o Palmeiras e capotei no sofá por umas duas horas, morto de casaco.
Encontrei Ana dois dias depois, quando assistimos a Orquestra Sinfônica da USP na Sala São Paulo. Muito bom. O lugar é lindo e Ana pode conhecê-lo. Vou escrever uma matéria para o Rabisco sobre este espetáculo. Vale a pena. Ruim foi o frio que estava do lado de fora. Deu dó da recifense. Hehehe... Foi uma das noites mais frias do ano e, quando saímos às 23h, realmente estava frio demais, ventava muito ali na rua Mauá, enquanto a polícia militar montava guarda no asfalto com suas armas, poses e expressões ostensivas.
Só fui vê-la novamente no domingo, por conta do meu trabalho e, também, do congresso dela. Fomos até uma exposição fotográfica maravilhosa que ocorre na FAAP, com imagens do rock dos anos 60 e 70 feita pelo fotógrafo Bob Gruen, verdadeira figurinha carimbada nesse meio daquela época. Lá tinha também uma exposição de quadros de Alice Brill, que vimos, eu já com os olhos exaustos de ver tanta coisa. Depois passamos pela Galeria Vermelho, na rua Minas Gerais, que estava fechada e, por fim, nos despedimos na av. Paulista, pois eu estava cansado e de ressaca (novamente, esse mês de maio eu me superei), enquanto que Ana ia para mais uma exposição, na Caixa Cultural do Conjunto Nacional.
Saudade dessa amiga recifense. Ela já foi pra casa e, a essa hora, está retomando sua corrida maluca naquela que é considerada a “Veneza brasileira”. Só sendo brasileira mesmo, porque Veneza... Mas, enfim, eu queria ter 30% de sua disposição pra ver as coisas que ela acompanha quando vem pra cá e vejo com ela e que eu não tenho paciência quando estou sozinho. Isso me dá ânimo pra fazer as coisas que desejo e adio e pra ir a lugares que pretendo mais que quero. Até uma próxima vez, Aninha.
Por isso que a idéia desse blog é contar histórias, relembrar momentos, fazer reflexões sobre a vida e o tempo. Claro que tudo voltado à minha pessoa, pois, se nem eu me conheço direito para escrever as besteiras que produzo de vez enquando, imaginem se eu quisesse falar dos outros? Então, o que eu posso fazer, é contar minhas peripécias e dos que estão próximos a mim.
Falando nisso, na última semana um furacão de Recife esteve cá por estas bandas carrancudas e barulhentas. A minha amiga Ana Lira, editora do Rabisco, esteve em São Paulo para participar de um congresso sobre história da mídia e aproveitou para passear por aqui, visitar lugares, rever pessoas, como este que vos tecla.
Foram bem divertidos os dias que rodamos juntos. A moça gosta de cultura por demais e me deixa tonto com tanta exposição pra ver. Na sexta-feira, dia 25, tirei folga do trabalho para buscá-la no aeroporto e dar uma mão com as malas e essa coisa toda. Fomos de um lado ao outro até achar a Pousada dos Franceses, perto do av. Paulista, onde ela ficou por 10 dias, comemos sanduíche com frios na av. Brigadeiro Luís Antônio, e, no fim do dia, fomos até a Unicid, onde Ana e eu fomos convidados – pela nossa amiga Priscila Tieppo, colaboradora do Rabisco – a conhecer e conversar com um grupo de estudantes de Mídia Radical.
Bem, os estudantes não estavam lá em sua maioria, mas os que lá estiveram assistiram uma aula de Ana, que mostrou que em Recife sim as coisas acontecem, as pessoas buscam alternativas de comunicação e consomem e fazem cultura. Foi bem legal ver os contrapontos e sacar que a vontade acadêmica precisa ser superada pela prática ativa da rua e pelo pré-conceito de classe pra chegar a algum resultado positivo.
Depois fomos ao shopping Tatuapé, onde a Ana ia comprar umas roupas de frio, pois em Sampa tem feito um inverno filha da mãe. Enquanto ela escolhia, eu tomava cerveja no andar de cima. Fiquei bêbado de tanta cerva em copos gigantescos, até ela escolher apenas uma calça. Mole?
No sábado, dia 26, meu aniversário, fomos (eu, Ana e Priscila) a Pinacoteca do Estado ver umas exposições e no Museu da Língua Portuguesa ver a exposição temporária sobre Clarice Lispector. Fenomenal. Se bem que, em minha ressaca, eu só conseguia resmungar e mal olhar as coisas, enquanto atendia o celular de tempos em tempos, com “parabéns”. Nesse ínterim, um farto almoço num buteco da Luz que Ana adorou e eu não sei como ainda estou vivo, depois de ter experimentado a feijoada do lugar.
Caminhamos até a região do Anhangabaú para encontrar meu chapa e fotógrafo Black, conhecido também como Thiago, para tomar umas cervejas deliciosas no Marajá, ali na rua Martins Fontes, início da rua Augusta. Priscila foi embora depois de um tempo e a gente rumou para o shopping West Plaza, que Ana queria, enfim, comrpar sua blusa. Ela foi na C&A e a gente foi na praça de alimentação comprar um chopp de 2 litros para nos deliciarmos. O orkut prova o tamanho da bicha.
De lá eu me despedi de Ana e Thiago e me encontrei com Daniel e Elaine, amigos dos idos da faculdade e com a prima de Laine, Tati, já conhecida de nossos passeios culturais e baladísticos. Fomos a uma festa dum amigo da Elaine e, de lá, partimos pra FunHouse, onde dancei a noite inteira e tomei umas cervejas. Foda nesse lugar – além da bebida cara – é entrar no banheiro. Na madruga ou os casais se trancam para uns amassos e outras cositas más ou algum bebum se entope na privada e é preciso arrombar a porta para entrar. Mas curti pra caramba, conversamos muito, dançamos muito e nos divertimos demais. Cheguei quase 7h da manhã em casa.
Domingo também eu estava podre. Tinha encontro com o pessoal do Rabisco e eu só fui porque sou muito “Caxias”, como dizem. Mas ninguém foi e Ana e eu ficamos de bobos no metrô Trianon-Masp. Minha amiga pernambucana ia para um “filme de arte” e uma peça teatral de um amigo que encontrara por acaso na av. paulista, pela manhã. Ela queria que eu fosse, mas, meu estado lastimável fez com que ela disse: “vai pra casa, Ro”. E eu fui. Vi o resto do jogo do São Paulo contra o Palmeiras e capotei no sofá por umas duas horas, morto de casaco.
Encontrei Ana dois dias depois, quando assistimos a Orquestra Sinfônica da USP na Sala São Paulo. Muito bom. O lugar é lindo e Ana pode conhecê-lo. Vou escrever uma matéria para o Rabisco sobre este espetáculo. Vale a pena. Ruim foi o frio que estava do lado de fora. Deu dó da recifense. Hehehe... Foi uma das noites mais frias do ano e, quando saímos às 23h, realmente estava frio demais, ventava muito ali na rua Mauá, enquanto a polícia militar montava guarda no asfalto com suas armas, poses e expressões ostensivas.
Só fui vê-la novamente no domingo, por conta do meu trabalho e, também, do congresso dela. Fomos até uma exposição fotográfica maravilhosa que ocorre na FAAP, com imagens do rock dos anos 60 e 70 feita pelo fotógrafo Bob Gruen, verdadeira figurinha carimbada nesse meio daquela época. Lá tinha também uma exposição de quadros de Alice Brill, que vimos, eu já com os olhos exaustos de ver tanta coisa. Depois passamos pela Galeria Vermelho, na rua Minas Gerais, que estava fechada e, por fim, nos despedimos na av. Paulista, pois eu estava cansado e de ressaca (novamente, esse mês de maio eu me superei), enquanto que Ana ia para mais uma exposição, na Caixa Cultural do Conjunto Nacional.
Saudade dessa amiga recifense. Ela já foi pra casa e, a essa hora, está retomando sua corrida maluca naquela que é considerada a “Veneza brasileira”. Só sendo brasileira mesmo, porque Veneza... Mas, enfim, eu queria ter 30% de sua disposição pra ver as coisas que ela acompanha quando vem pra cá e vejo com ela e que eu não tenho paciência quando estou sozinho. Isso me dá ânimo pra fazer as coisas que desejo e adio e pra ir a lugares que pretendo mais que quero. Até uma próxima vez, Aninha.

2 Comments:
Realmente o furacão recifense fez história por aqui!
Ana, também já estou com saudades, pena não poder ficar mais tempo com vc!
Até a próxima!
Pri:)
Sem contar que vi que expo na Caixa Cultural, no domingo, depois vi um documentário do mesmo fotógrafo da expo. Voltei para a pousada para arrumar as malas. Descobri, durante o processo, lendo um folder, que tinha mais uma expo de foto na Fnac da Paulista. Ai, arrumei as malas rápido e fui correndo ver, antes que a Fnac fechasse...ahahaah =D
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