quarta-feira, junho 20, 2007

Viagem a Curitiba



No último fim de semana eu tive a maravilhosa oportunidade de visitar pela segunda vez este ano a cidade de Curitiba. E foi a passeio, nada de ida e volta num mesmo dia, dentro de escritórios com ar-condicionado, em reuniões longas e cansativas.

Graças aquelas promoções da Gol, em que a passagem é vendida a 50 reais, algumas pessoas da produtora resolveram ira para a capital paranaense e me chamaram para ir junto. A Ione, produtora dum programa lá, o Márcio, que edita num outro programa de TV, e o Junior, que trabalha comigo no site. Rumamos para Curitiba na última sexta-feira, logo cedo e ficamos lá por quatro dias, voltando apenas segunda-feira à noite.

Foi bastante divertido. Andamos bastante. Comemos muito. Bebi pra caramba. E praticamente apenas Bohemia. Oh vidão! Na sexta a gente rodou muito pleo centro da cidade e depois partimos para um pôr do sol no jardim Botânico, com direito a muitas fotos engraçadas. É mais legal ir acompanhado, dá pra rir bastante. À noite a gente comeu uma pizza mais ou menos num lugar perto do hotel onde ficamos, que é na frente da Rodoferroviária local.

No sábado se juntaram à gente alguns parentes da Ione que moram em Campo Largo, uma cidadezinha próxima à Curitiba. Passeamos com aquela Linha Turismo, que passa por todos os principais pontos turísticos da capital do Paraná, podendo visitar até quatro lugares por quanto tempo quiser, por módicos 15 mangos. Vale a pena, é como cada passagem valendo 3 reais cada viagem. À noite a gente passeou pelo centro, até chegar na Feira do Pinhão, que fica numa praça chamada Osório, bem distante do hotel. Curitibano não sai de casa. É incrível. Pouca gente nas ruas e, quando deu 22 horas, a feira acabou.

No domingão eu consegui falar com meu chapa Luiz Rebinski (no sábado já tinha tentado, mas nos desencontramos), grande jornalista que colabora para o Rabisco e é gente finíssima. Toma uma cerveja que é uma beleza. E fala bastante também, ótimo! Passar as horas com ele me faz realmente querer morar em Curitiba. Se todo mundo tiver a sinceridade, a educação e a simpatia dele, dá vontade de abandonar a correria, a maldade e a ignorância paulistana e ficar nesse tipo de ambiente.

Liguei para o Luiz às 10 e pouco da manhã (acordei o coitado) e fui pra casa dele, pra combinarmos onde íamos. Pena que a esposa dele não estava lá (trabalha em Campinas no momento), ela também é muito gente boa. Depois dele tomar café e se trocar, e eu ver as gatinhas dele, a gente partiu pelas ruas do centro, rumo ao Largo da Ordem, onde tem, todos os domingos, uma feira de artesanato e outras bugigangas, lotada de turistas e nativos. Paramos num barzinho bacana, com mesinha pra fora, bem legal. Pena que só tinha Sol para tomar, mas foi ela mesmo.

Ficamos um tempão lá. Tanto que acabei desistindo de ir à Arena da Baixada ver Atlético-PR x Fluminense, que era o meu sonho. Mas estava tão legal e ele ia ver o jogo com seus cunhados na casa dele, que a gente passou no mercado, comprou uma caixa de Antarctica e uma carne pra assar na grill dele e ficamos por lá. Sei que parti pro hotel lá pelas 21h.

Foda é que dormi no ônibus e parei num terminal longe pacas do centro. Vi por um mapa que tinha lá. Comi uma coxinha (afinal, não tinha almoçado, nem jantado, devidamente), uns chocolates e me informei dum ônibus pra voltar pro centro. Consegui, encontrei o resto do pessoal que tinha ido a outros lugares e fomos dormir.

Na segunda, depois do café, fomos para o Parque Barigui, considerado a praia dos curitibanos. Muito bonito lá, com lago, pista de cooper. Estava um sol danado. E como o parque tem muitas áreas abertas, sofremos. De lá, apanhamos para achar um ônibus de volta ao hotel.

Mesmo assim, conseguimos almoçar uma gostosa comida mineira num restaurante do Shopping Estação. Como tínhamos muito tempo ainda para embarcar – só às 21h30 – e as malas ficaram no hotel, com a diária já expirada, assistimos Shrek Terceiro no cinema do shopping. Filme legal, nada demais, passou o tempo, ao menos.

E assim acabou nossa viagem, divertida à beça, relaxante, com aquele enorme gosto de quero mais, uma vontade imensa de voltar e ficar mais tempo, conhecer outros lugares que não deu tempo, passar mais momentos naqueles que gostamos, ficar mais com os amigos, fazer novas amizades, enfim, aproveitar e curtir um pouco a vida, que não é somente trabalhar e ficar estressado. Espero voltar em breve para lá, pois, eu posso confessar sem problema nenhum: Eu amo Curitiba!