sábado, junho 03, 2006

Poesia de momento

Estou passando de forma ligeira por aqui, já que a internet de casa é agora utilizada via linha de telefone do meu pai. Vou rachar com ele a conta e aposentarei a minha linha especial para a rede mundial de computadores. Melhor assim. Bem, nem vou cancelar porque minha mãe decidiu ficar com ela, mas não gastarei mais um tostão com assinatura da Telefonica, que não religa o seu telefone, depois que você regulariza a situação. Incrível.

Mas, enfim, estou aqui só apra postar uma poesia que escrevi no último dia 21, daquelas poucas que saem ultimamente, de uma vez, sem pestanejar, junto com os sentimentos, sensações, dores, alegrias, tristezas, emoções apenas. Lembranças de um tempo bacana e que tem retornado agora, com alguns pequenos incômodos, que, acredito eu, já estão sendo superados. Afinal, a vida é para ser vivida em felicidade plena, pelo menos na maioria dos momentos e, principalmente, com as pessoas que gostamos. E isso eu tenho de sobra, apesar de não namorar hoje. Tenho amigos e minha família, e isso para mim, neste instante, é suficiente. Por isso, essa "poesia" é mais um desabafo de momento, que eu espero que já esteja resolvido aqui dentro. Boa leitura e bom sábado e domingo a todos!

O fim da era da inocência

Lembro da primeira vez em que você me deixou
Descuidado, abri meus sentimentos para desafogar o coração
Em troca, recebi um esperado não. E um “adeus” breve.

Agora estou aqui, sentado de frente para a janela
Vejo as ruas vazias, à espera de algum acontecimento
Desesperadamente, o tédio e a angústia me consomem
Todo fim de semana é esse o meu calvário pagão.

O desejo perturba a minha cabeça de uma forma descomunal
Chego a querer forçar alguma situação. Mas o racional me traz à realidade
Minha mente fica embaralhada e não consigo entender o que acontece
Talvez eu apenas queira compreender o que sinto.

Eternamente jovens, alguém escreveu uma vez
É mais fácil permanecermos eternamente cegos
Pelo menos, ainda posso acreditar que o encanto possa vir um dia
E trazer essa doce ilusão de que seremos para sempre uma só vida.

Porque quando eu estou com você
Nada sossega no meu espírito
Pareço me mover com uma pedra nas costas
E eu não sei exatamente explicar o que isto significa
Apenas sei que a paz se afasta de mim quando você se aproxima
Mas eu não sei se quero você distante
Apenas gostaria de poder conciliar as duas coisas
Para que possamos ser felizes, mesmo separados. Unidos.

A primeira vez que me vi percebi que eu era apenas uma criança
A chorar pelas ruas, perdida, sem rumo, querendo um abraço
Hoje me vejo trancado na eternidade de meus pensamentos e lembranças
De meu trabalho e de minha insignificância perante o mundo.

Hoje me movo com pressa no meio das estrelas escuras, opacas
Grito no vazio do tempo uma chance de ter seu encanto, algum encanto
Que me enfeitice e me faça esquecer tudo. Atenuar essa dor.
Espero não sei o quê acontecer para tudo mudar. Vai adiantar?

Já pensei várias vezes em ir embora desse lugar
Mas alguma força que desconheço me prende aqui
Talvez você. Ou quem sabe meu medo de explorar novos mundos
Engraçado, acabei de pensar que talvez isso tenha algum significado agora.

Não faz mais sentido eu permanecer com minha história estagnada
Não há porquê ficar num lugar que confunde minhas sensações
Que incomoda meu coração e eu não entendo o porquê
Apesar dos laços forçarem minha estada, pode ser a hora da partida.

Porque quando eu estou perto de você
Sinto que mais nada importa para mim
Mas também sei que sentimentos são coisas vazias
Mas também sei que sentimentos são coisas vazias
Mas também sei que sentimentos são coisas vazias
Perdidas, quando não se tem alguém para compartilhar.

1 Comments:

Blogger Paula Barbosa said...

Lindas palavras!
Beijo

10:04 AM  

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