terça-feira, junho 27, 2006

Mais feliz

“Espero ainda absorver melhor esses dias e ficar mais feliz quando vivê-los, sem querer esperar nada mais por isso”.

Antes de explicar o porquê do destaque da frase acima, quero falar que, apesar deste post só estar no ar agora, eu estou escrevendo-o no domingo a noite, logo depois do post anterior que entrou ontem. É que to aproveitando o domingo de folga, que é o tempo melhor que tenho, para escrever sobre algumas coisas... Como diria a Soninha, se trata de um “post retroativo”, rsrsrs...

Voltando ao tema que desejo falar, percebeu que a frase entre aspas foi a última do último post? É que eu gostaria de escrever algumas linhas sobre o tema. Eu gosto da vida que vivo, do trabalho, das diversas coisas que faço, dos sites que cuido, das pessoas com quem me relaciono profissionalmente.

Amo meus amigos, tenho poucos que mantenho contato quase que diário, mas tenho outros tantos que gosto muito, mas que não consigo manter um contato prolongado. Tenho pais legais, irmã que me adora, sobrinhos bacanas (sábado passei toda a a manhã com o Lucas em casa e foi bem legal), não tenho do que reclamar.

Vivo coisas legais nisso tudo, mas, tem horas que eu sinto falta de algo mais. Não é dinheiro, não é outro emprego (de tudo isso eu estou cuidando), muito menos quanto a amizade, família, etc. Sinto falta de estar com alguém, de cuidar de alguém, de receber atenção, gostar e saber que alguém gosta de mim.

Nada muito romântico e sonhador, pois no mundo de hoje as pessoas são muito egoístas, infelizmente. Talvez por isso não consigo encontrar garotas bacanas nesse meio de campo, pois eu gostaria que as pessoas se desprendessem dessas coisas e se ligassem pelo amor, cordialidade, solidariedade e vontade dom bem estar comum. Contudo, isso está longe. Mas, mesmo assim, a gente precisa ter uma relação de outro tipo.

Acho natural isso né (eu já devo ter escrito isto em outro momento de minha vida), sentir falta dessas coisas. Consigo viver e superar isso, não pode abalar, nem complicar absolutamente nada. Mas sei lá, é algo que, neste momento, tem me incomodado.

Às vezes tenho vontade de sentir algo por alguém, mas como sei que isso não será correspondido, eu prefiro manter o sentimento opaco, distante. É meio cômodo, talvez, por isso esse interesse. Então eu tento deixar de lado – apesar de muitas vezes me perder em parafuso – para não me machucar a toa.

Já que este problema é um tanto insolúvel, queria que aparecesse alguém que eu gostasse e pudesse lutar para isso ou simplesmente viver e acontecer naturalmente. Nada de cair do céu, mas que eu me interessasse por quem aparece (e que aparecesse) e que se interessasse por mim.

Mas, a cada dia, semana, mês, ano que passa, eu vejo a luz no fim do túnel diminuir. Sinceramente, tenho medo de viver só pelo resto de meus dias. Isso me limita até a concretizar a vontade de morar sozinho. Pois, vai que eu resolvo morar só e, ao invés das coisas melhorarem, possam piorar.

Espero que essa questão não se complique mais e eu consiga me arriscar a morar sozinho. Entretanto, o desejo de estar com alguém – nada de casar, apenas uma companheira cúmplice para compartilhar minha vida, meu amor e carinho – surge e me deixa um tanto melancólico (e preocupado) de que isso possa ser permanente. Sou como todos, quero apenas um amor para compartilhar.

Isso me faz lembrar uma frase triste (e desesperada) de uma canção da Legião chamada Antes das Seis: “Quem inventou o amor, me explica por favor”.

1 Comments:

Blogger Paula Barbosa said...

Eu torço por você. Nao para que encontre alguém, mas para que se encontre em si mesmo. O que vier depois é mera consequência.
Beijinho!!

4:21 PM  

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